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Sapere Aude!


Em outro texto neste blog já citei esta expressão!

Ela foi usada originalmente por Horácio no Epistularum Liber Primus da seguinte forma: “Dimidium facti qui coepit habet: sapere aude”. E quer dizer: “Aquele que começou está na metade da obra: ouse saber”.

Posteriormente, Imannuel Kant, usou-a no ensaio: “O que é o esclarecimento?” Quando argumentou que as pessoas deixam a "menoridade" quando ousam pensar e buscar o conhecimento.

Outra expressão que eu gosto muito é a de Ulug Beg (chinês do século XIX) que diz: “Caem as mesquitas, os palácios se reduzem a pó, mas o conhecimento permanece.”

Desta forma, e sob a influência espírita de minha mãe, chego à expressão que (sem pressa nenhuma!) constará de meu epitáfio (do grego antigo ἐπιτάφιος [epitáfios], "sobre a tumba"):





“Ouse saber, o conhecimento permanece.”



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Conexão com o Cliente: quem é meu cliente?



Idalberto Chiavenato
 Administração para administradores 
e não-administradores.


“Conhecer o cliente é fundamental. Mas não basta saber quem compra ou está disposto a comprar seus produtos ou serviços. É preciso mais: saber como é o seu cliente e como ele decide comprar aquilo que você quer vender. Você precisa conhecer exatamente o alvo a ser atingido para não ficar atirando a esmo. Esse alvo é o cliente. É indispensável saber onde ele está e quais suas características (idade, sexo, condição socioeconômica, endereço, como pode ser localizado, qual a mídia adequada para influenciá-lo). Mas é mais importante ainda conhecer as suas necessidades, expectativas e padrões de comportamento. Muitas empresas gastam rios de dinheiro em pesquisas de mercado e pesquisas de comportamento do consumidor para saber exatamente o que o cliente requer, como ele pensa, como ele decide e como ele compra, quando se trata de proudto. Mas quando se trata de serviço (médico, odontológico, legal, bancário, financeiro, contábil, etc.) é preciso saber exatamente como o cliente enfrenta decisões de procurar um médico, dentista, advogado ou contador. Você precisa se colocar sempre no lugar do seu cliente e tentar pensar como ele. Melhore a empatia. Saia da toca e assuma o papel de seu cliente. Use-o como seu parâmetro. Aja como você acha que ele agiria diante de seu produto ou serviço.

Outra pergunta fundamental é saber o que o cliente valoriza em um produto ou serviço. Em outras palavras, quais as características de um produto ou serviço que o cliente mais leva em conta na hora da decisão de comprar ou pagar? Essa é a direção certa para onde sua empresa deve seguir: oferecer ao cliente aquilo que ele realmente valoriza e quer receber em troca do dinheiro que está disposto a pagar. "
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Cultura x Desenvolvimento

 Max Weber é fundador de uma das vertentes da sociologia ao lado de Karl Marx e Émile Durkeim. Mas ao contrário de Marx, Weber defendia um estado eficiente através de um modelo burocrático. Este modelo influencia a teoria da administração até hoje e continuará por longos anos!

Mas o que me interessa neste texto é introduzir a discussão de dois importantes artigos deste cientista, publicados em 1904 e 1905. Nestes textos, que posteriormente se tornaram o livro “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo” o autor perguntava “porque os lugares de maior desenvolvimento econômico foram, ao mesmo tempo, particularmente, propícios a uma revolução dentro da Igreja?”

Em seguida, ele explica: “Entre os próprios formandos católicos, a porcentagem dos que receberam formação em instituições que preparam especialmente para os estudos técnicos e ocupações comerciais e industriais, e para a vida de negócios de classe média, em geral, é muito inferior à dos protestantes. Por sua vez, os católicos preferem o tipo de aprendizagem oferecido pelos ginásios humanísticos e esta é uma das razões do pequeno engajamento dos católicos nas empresas capitalistas”.

Weber sem querer criar polêmica entre católicos e protestantes buscou argumentar que as peculiaridades mentais e espirituais adquiridas no meio ambiente e em especial pela educação determinam o comportamento e consequentemente os resultados profissionais.

Em 1996, Robert Putnam, estudando o desenvolvimento sócio-econômico das regiões italianas afirmou que as Regiões do Norte conhecidas desde os primórdios por processos de socialização, cooperação e fidúcia, possuem melhor desenvolvimento que as Regiões do Sul porque estas foram ocupadas por mercenários normandos.

O que ambos os autores estão tentando nos dizer é que o comportamento cultural disseminado por todas as gerações é o responsável pelo desenvolvimento social e econômico das regiões.

E o Rio Grande do Sul, que tem sua gênese formada por indígenas, militares, jesuítas, portugueses, açorianos, africanos “escravos”, alemães, italianos, entre outros, possui um desenvolvimento social e econômico que faça jus a estas culturas?

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Programa PSI do BNDES foi prorrogado até dezembro de 2012.

O governo decidiu estender o Programa de Sustentação do Investimento (PSI) do BNDES até dezembro do próximo ano. O orçamento do PSI será de R$ 75 bilhões e serão mantidos os focos em produtos de bens de capital, inovação, exportação e pró-caminhoneiro. Serão incluídos também componentes e serviços técnicos especializados e equipamentos TICs, ônibus híbridos, Proengenharia e Linha Inovação Produção. A medida faz parte do plano Brasil Maior, anunciado oficialmente pela presidente Dilma Rousseff nesta terça-feira (02/08).

As informações constam em um site especial do programa feito pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Segundo o MDIC, outro estímulo ao investimento e inovação é a redução gradual do prazo para devolução dos créditos do PIS/Cofins sobre bens de capital. O prazo que era de 12 meses passará para apropriação imediata. Em relação ao financiamento ao investimento, o governo decidiu estender por mais 12 meses a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre bens de capital, material de construção, caminhões e veículos comerciais leves.

Será ampliado o capital de giro para microempresas, para pequenas e médias empresas com novas condições de crédito e prazo. O orçamento passará de R$ 3,4 bilhões para R$ 10,4 bilhões. A taxa de juros é de 10 a 13% ao ano e o prazo de financiamento de 24 para 36 meses.
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Apoio a Pequenas e Médias Empresas

O BNDES recebeu do Tesouro Nacional um aporte de R$ 55 bilhões para que pequenas e médias empresas possam investir em máquinas, equipamentos, caminhões e projetos de inovação tecnológica.

As taxas de juros variam de 3,5% a 8% ao ano. Em Cachoeira do Sul e região, a CELTA Consultoria, gerenciada pelo Mestre em Desenvolvimento Regional Péricles Thiele, está credenciada para viabilizar acesso a esse financiamento.

Contatos pelo e-mail celtaconsultoria@yahoo.com.br

FONTE: Notícia publicada na Coluna do Dreyer - Jornal do Povo - 19 a 20 de fev de 2010.
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Via Láctea (Olavo Bilac)

"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo,
Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,
Que para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...

E conversamos toda a noite, enquanto
A Via Láctea como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"

E eu vos direi: "Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas."
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Os dez mandamentos para fazer uma mudança de emprego

Texto publicado na Revista HSM


"Muitos executivos e profissionais desejam fazer uma mudança do seu atual emprego por diversas razões, tais como:

• Insatisfação salarial, incompatibilidade com o chefe, com o trabalho em si, com o ambiente ou
• Falta de perspectiva de crescimento ou
• Desequilíbrio das vidas pessoal e profissional, social, familiar ou
• Incompatibilidade do emprego com sua vocação ou qualificações ou
• Infelicidade, ou melhor, falta daquela “paixão” que o faz pular da cama toda manhã.
Para ajudá-lo na procura de um novo emprego, ofereço as seguintes dicas ou ponderações para que você possa contemplar o “o que”, “o porquê”, e o “o como” antes de mergulhar-se nesta empreitada. Chamei estes pontos de “Os dez mandamentos por conveniência”:
Os dez mandamentos

1. Procure saber o porquê e para quê você quer mudar, mas tendo em mente sempre o desenvolvimento do seu verdadeiro potencial.
2. Paute sua mudança em cima de uma sólida base de autoconhecimento, levando em conta seus pontos fortes, pontos fracos, o que você gosta e não gosta.
3. Ouça a opinião e a voz dos especialistas do mercado e dos seus confidentes, mas também, e principalmente, a sua voz interior, da sua intuição, da sabedoria, da sua consciência, da sua alma.
4. Analise criteriosamente como a mudança afetará suas situações: profissional, pessoal, financeira, social e de sua família.
5. Trabalhe em cima da sua empregabilidade de forma pró-ativa e não reativa, ou seja, mostrando ao mercado o que você tem de melhor para oferecer, ao invés de reagir ao que o mercado tem de melhor para lhe oferecer.
6. Faça um cuidadoso planejamento, com uma criteriosa avaliação dos seus recursos financeiros, pessoais e materiais.
7. Estabeleça seu objetivo final definindo, qualitativamente e quantitativamente, o que você quer e o prazo para consegui-lo.
8. Passe da Intenção para a Decisão. Transforme isto em Ação e, em face a eventuais fracassos, insucessos ou decepções, dê Sustentação ao seu projeto e não desista facilmente dos seus sonhos (Dica do I.D.A.S).
9. Por melhor que tenha sido seu planejamento estratégico, avalie outras possíveis alternativas e mantenha um plano alternativo ou “contingency plan” na manga.
10. A todo o momento, lembre-se de manter o equilíbrio, autocontrole, auto-estima e esperança, preservando sua saúde física, mental e espiritual. Ou, senão, de nada valerá todo esse esforço!
Como se vê, estes dez mandamentos são todos positivos e, portanto, vá em frente, que atrás vem gente!"

Robert Wong (Autor dos livros “O Sucesso Está no Equilíbrio” e “Super Dicas para Conquistar um Ótimo Emprego” e um dos palestrantes mais inspiradores e requisitados do mercado)


FONTE: HSM
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Livro Raro

"Livro raro é aquele que é devolvido depois de emprestado."

A. Braithwaite
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Epifânia e Forma

Um texto espetacular que retrata a história e a cultura germânica em um tema corriqueiro como Futebol. Foi publicado na revista Magazin Deutschland nº 2 de abril/maio de 2010. Pode ser acessado on line clicando aqui



Epifânia e Forma
De Jürgen Roth é escritor. A sátira e o futebol são seus temas centrais.

O que uma morte teatral de Shakespeare pode dizer contra o gol de cabeça decisivo no 92º minuto?”, perguntou uma vez retoricamente o escritor de folhetim Helmut Böttiger. E o crítico literário Wendelin Schmidt-Dengler agitou na mesma direção, para exprimir seu entusiasmo pelo jogo de futebol, sobre o qual há tempos, em todas as camadas, por todos os sexos e em todos os lugares se vem discutindo mais do que se fala sobre o tempo, o indiscutível número um na comunicação cotidiana. “Vergonha, vingança, acaso, esperteza, traição, grande coragem, virtude, infâmia, violência. Desta matéria são feitos os jogos de futebol e as grandes tragédias da literatura universal. Mas há um senão: eu sei o desfecho de Hamlet, de Shakespeare, ou de Minna, de Lessing, mas não sei o resultado da próxima partida entre o Rapid e o Austria. É categórica a vantagem estética e dramatúrgica do estádio em relação ao Burgtheater”.

É isso aí! A alta cultura pode fazer as trouxas. Óperas, museus e bibliotecas, se ainda não foram demolidos, podem ser fechados, pois os chamados círculos cultos compreenderam, após três mil anos de história da arte, o que Sepp Herberger, técnico dos “heróis de Berna”, elevado certa vez pelo correspondente do F.A.Z. Dirk Schümer a filósofo do nível de Heidegger, revelou ao mundo: “O pessoal vai ao estádio porque não sabe qual vai ser o resultado”. Não! Contra tal argumento não resiste nem Goethe, nem Schopenhauer, cuja falta de atratividade para a massa, o nosso “Kaiser” Franz Beckenbauer – nos últimos tempos estranhamente lacônico – definiu precisamente: “Quando eu, por exemplo, leio um Schopenhauer, eu não o entendo”.

Foi em vão que, há noventa anos, o escritor Joachim Ringelnatz advertiu sobre a “loucura do futebol”. E uma lamúria, como aquela do linguista Florian Coulmas, ecoou terrivelmente na “profundeza do espaço”, do qual o cientista literário Karl Heinz Bohrer viu em 1972, os ataques do genial Günter Netzer no estádio de Wembley. Coulmas escreveu no “Süddeutsche Zeitung”: “Hoje, o círculo dos que escrevem não sai da parvice, ocupando-se com aqueles que tratam mal da bola, como se se tratasse do futuro da humanidade. Os intelectuais do futebol atiçam o fogo, dão à banalidade a aparência de seriedade, restringindo cada vez mais os espaços livres de futebol. Por que é que nem mesmo o folhetim pode ficar livre de futebol?”

Dado que o futebol é um fenômeno sui generis? Um fascínio? Um evento que não apenas não permite analogias entre si e a grande arte, mas que impõe isto diretamente ao observador? E o escritor Eckhard Hen­scheid já não tinha localizado, na década de 1980, “a pura estética de um drible genial ou de uma tabelinha perfeita na tradição e no espírito de uma ‘complacência sem interesses’, de Immanuel Kant, como determinação do estético?”. Sim, ele o fez. Por outro lado, o sociólogo Hartmut Esser dedicou-se à “tabelinha como sistema social”, descobrindo: “Tabelinhas são construções relacionadas consigo mesmas e que suportam a si mesmas”. Exatamente! Disso resulta que a tabelinha “é um processo que – a despeito de todos os episódios cooperativos e antagônicos – processa por tanto tempo, quanto processa, mas também faz isto realmente”. Isto sob uma condição: “Para que uma tabelinha possa existir, ela tem primeiramente que ocorrer”.

Enquanto o escritor suíço Thomas Hürlimann é assaltado pela ideia de que a bola simboliza a unidade dos hemisférios feminino e masculino, que têm grande importância no mito da criação de Platão, e enquanto o sociólogo Günter Gebauer admira na sua poesia do futebol o desempenho artístico de domar a bola com o pé, há escritores que, como Robert Gern­hardt e Albert Ostermaier, voltam seu olhar para um específico tipo de jogador, o goleiro. Talvez eles tenham sido ins­pirados pelas elucidações de Jean-Paul Sartre sobre o “bom goleiro”, na sua crítica da razão dialética, na qual lemos surpresos: “E é ele, pois ele salvou seu time muitas vezes através de ações individuais, ou seja, transcendendo seus plenos poderes em uma prática criativa”.

Sartre não se esqueceu de emendar: “No futebol tudo fica mais complicado através da presença do time adversário”. Isto não impediu que Karl-Otto Apel, filósofo e amigo de Habermas, explicasse eufórico num programa de televisão que o futebol seria, de alguma maneira, luminoso, irradiante, brilhante, apossando-se da alma... ou coisa parecida. Não, não se pode fazer nada. Ninguém mais pode ignorar o futebol, uma vez que o homem que pensa não o ignora. O futebol incorpora a síntese de teimosia e pensar coletivo; ele é de fácil compreensão e universal, esquemático e cheio de momentos arrebatadores. “Um brinquedo maravilhoso, a epifania de uma complexa forma incorporada”, explica Hans Ulrich Gumbrecht, professor de Ciências Literárias na universidade de Stanford. Uma forma complexa é também a poesia de rimas. O mais famoso de todos os poetas do futebol, Ror Wolf, termina seu livro “O próximo jogo é sempre o mais difícil” com a elegia “A última bola”: “Através do vento voando, voando / lá no alto, bem no alto se vê a tenra / bola bem suave e sem som, / iluminada, como o pálido luar, / a bola que desliza pela longitude, / já muito longe de todos”.
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Ciência

" ... o bom e o mau professor são avaliados pela assiduidade com que os senhores estudantes se disponham a honrá-lo. Nesse sentido, é indiscutível que os estudantes procuram um determinado professor por motivos que são na maioria das vezes - quantidade imensurável que é difícil acreditarmos em sua extensão - alheios à ciência, motivos que dizem respeito, por exemplo, ao temperamento ou à inflexão de voz. Experiência pessoal já bastante ampla e reflexão isenta de qualquer fantasia conduziram-me desconfiar enormemente dos cursos procurados pela incontável massa de estudantes, conquanto o caso parece inevitável. Deve ser praticada a democracia em toda parte. Tradicionalmente, assim com é, a educação científica deve ser ministrada nas universidades alemãs, constituindo-se numa tarefa de aristocracia espiritual. Dissimular torna-se uma inutilidade. Também é verdade, de outro modo, que dentre todas as tarefas pedagógicas, a mais difícil é a que consiste em expor problemas científicos de tal forma que um espírito não-preparado, mas bem dotado, possa compreênde-lo e formar opinião própria - isso, para nós, corresponde ao único êxito absoluto. Sem dúvida que ninguém há de contestar, mas não é de jeito nenhum, a quantidade de ouvintes que dará a solução do problema. Tal capacidade - para voltar ao nosso tema - depende de um dom pessoal e de maneira alguma se confunde com os conhecimentos científicos de que seja detentora uma pessoa. Ao contrário do que se dá na França, a Alemanha não tem uma corporação de imortais da ciência, mas são as universidades que devem, por tradição, corresponder às exigências da pesquisa e do ensino. O fato de essas duas aptidões se encontrarem no mesmo homem constitui mera coincidência.

Por conseguinte, a vida universitária está entregue a um cego acaso. Sempre que um jovem cientista nos procura para pedir conselho, visando à sua habilitação, quase impossível nos é assumir a responsabilidade de lhe aprovar o desígnio. Quando se trata de um judeu, a ele se diz com naturalidade: 'lasciate ogni speranza'. Porém  é necessário que a todos os outros candidatos igualmente se pergunte. 'Você se julga capaz de ver, sem se desesperar nem se amargurar, ano após ano, passar à sua frente mediocridade após mediocridade?' É evidente que sempre se recebe a mesma resposta: "Certamente que sim! Vivo tão-somente para minha vocação.' Sem embargo, eu, todavia, apenas conheci pouquíssimos candidatos que tenham suportado aquela situação sem grande prejuízo para suas vidas íntimas.
Isto é o que era preciso dizer a respeito das condições exteriores da ocupação de cientista."
Escrito por Max Weber - Ciência e Política - Duas vocações.
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Hotel Jacuí

Neste Projeto elaborado pela CELTA Consultoria e que será financiado pela CAIXA RS (com juros de 4,5%aa e prazo de 10 anos para amortizar), restaram algumas relíquias que serão leiloadas pelo Eduardo Minssen no dia 19 de maio, a partir das 09h00. Entre estes móveis e utensílios, estão 30 quartos de solteiro (roupeiro, cama, mesa de TV, etc) e quartos de casal feitos em madeira nobre e com características próprias da época. Além disto, constam na relação mesas, cadeiras, cofres, calculadoras, máquina de escrever e diversos outros objetos. Todos os itens serão leiloados individualmente.

Abaixo algumas fotos tiradas de móveis e utensílios da década de 50.


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Assinatura do Convênio entre CACISC e CAIXA RS



A CAIXA RS é uma instituição gaúcha que tem por finalidade atrair e pontecializar empreendimentos no Rio Grande do Sul. Para isto, credencia empresas de consultoria com experiência na elaboração e análise de projetos de viabilidade econômico-
financeira para intermediar e orientar a apresentação dos projetos aos técnicos da instituição.Desde novembro de 2009 a CELTA está credenciada para atuar nesta atividade.
Para viabilizar os projetos, a CAIXA RS disponibiliza programas específicos que variam conforme o porte das empresas. Um destes, chamado PROGRAMA FAZ MAIS, disponibiliza valores entre R$10.000,00 e R$200.000,00. Estes valores podem ser usados para reforma, construção, compra de máquinas e equipamentos com juros de 4,5% aa, carência de até 2 anos e amortização em até 10 anos.
Abaixo fotos do evento de assinatura do Convênio com a CAIXA RS durante o CACISC ao Meio-dia de abril de 2010. Na mesa estavam: Rafael Quadros (Coord do Comitê de Serviços da Cacisc), João Streit (Representante do SINMETEL), Renan Trojhan (Presidente do CDL), Péricles Purper Thiele (Consultor da CAIXA RS na Região Centro do RS), Sérgio Gighnatti (Prefeito de Cachoeira do Sul), Carlos Rodolfo Hartmann (Diretor-Presidente da CAIXA RS), Rogério Wallau (Diretor Técnico da CAIXA RS) e Antônio Carlos Cardoso (Superintendente da CAIXA RS). Cecília Machado (Presidenta da CACISC) abriu o evento dando as boas-vindas aos participantes e convidados do CACISC ao Meio-dia.
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Algumas Reflexões!

A vida é bela e redondinha! O processo é sempre o mesmo o que muda é a forma como me posiciono nos diferentes níveis. Se uso minhas competências de forma positiva, os próximos "capítulos" tendem a ser mais fáceis pois repetirão situações já vividas e a experiência ajudará a colher os melhores frutos.

Nos últimos meses li biografias que ajudaram neste entendimento.
Por exemplo, Sérgio Vieira de Melo (O Homem que queria salvar o mundo, escrito por Samantha Power) foi altruísta, visionário, tratou líderes mundiais (lícitos ou não!) e pessoas "do povo" como iguais. Entendeu que cada um tinha as suas razões pelas ações que praticavam e responderiam por elas adequadamente (influência de anos de estudo da teoria kantiana).

Sérgio obteve excelentes resultados nos lugares inóspitos onde atuou. É reconhecido como uma personalidade mundial. Como conquistou este reconhecimento? Se colocava como "protagonista" e buscava o melhor resultado para as pessoas.

Em outro livro - Os Generais de Hitler de Corelli Barnett - é interessante ler que os Marechais de Campo (portanto, homens experientes, cultos e qualificados) eram tratados como imbecis, humilhados e castrados pelo outrora rejeitado e humilhado Führer. Os que tiveram sorte foram condenados ao ostracismo do sistema nazista, outros cometeram suicídio e outros foram condenados à morte. Porque isto? Eram inseguros, indecisos e fracos para manter as posições pessoais.

Já o Marechal de Campo Erwin Rommel foi "profundamente admirado por ambos os lados não só por sua liderança inspiradora e competência, mas também por seu carisma e fidalguia. Rommel nos seus traços pessoais, foi uma reversão ao cavaleiro medieval e mestre da guerra moderna em suas realizações profissionais.

A ousadia, o uso da surpresa e a disposição de assumir riscos e senso de intuição no campo de batalha foram as características do exercício de comando por Rommerl. Embora frequentemente operasse em desvantagem, incluindo recursos inferiores aos de seus adversários, falta de superioridade aérea e serviços de informação e contra-informação que não estivessem à altura dos meios de interceptação ultra-secretos dos Aliados, ele foi brilhantemente bem sucedido no ataque e notavelmente fértil em recursos na defesa."

Qual a diferença entre os Generais fuzilados, Rommel e Sérgio Vieira de Melo?
Rommel e Sérgio Vieira de Melo - embora com objetivos diferentes - foram ousados, independentes, comprometidos com suas causas, tinham visão de futuro e gostavam muito do que faziam.
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SAPERE AUDE!

Termo que Emanuel (e posteriormente, Immanuel!) Kant - um dos maiores filósofos da história - tomou por empréstimo de Horácio (Poeta Romano), significa "Ouse Saber".

Com esta expressão, Kant propunha a "superação da menoridade, requeria a decisão e a coragem de servir-se de si mesmo, ou seja, de servir-se de sua própria razão e guiar-se sem a direção de outro indivíduo. O homem era culpado de sua própria menoridade se a causa dela não fosse a falta de entendimento e sim, a falta de coragem, a preguiça, a covardia. Havia no texto uma recusa ao conformismo, um clamor para que o homem abandonasse sua cômoda situação de menor e tivesse coragem de responsabilizar-se por sua própria história, o que era condição para o esclarecimento e para a maioridade."


SAPERE AUDE! Ouse saber e assumir a responsabilidade pelo sucesso dos próprios projetos.


Referência Bibliográfica:
Zatti, Vicente - Processo em Andamento - Revista Discutindo Filosofia Especial - Ano 1, nº 5 - 2010
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